O Post sem Foto!

– E aí, como vai o curso?

– Muito bem, obrigada!

ou  ainda…

– Uma delícia, não vejo a hora de chegar o próximo final de semana!

Respostas padrão.

É claro, são encontros rápidos de corredor, de esquina, de mercado. Pergunta gentil para ser educado, resposta padrão para ser simpática!

A resposta certa na verdade é:

– Ahhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh!

Eu sei que você, caro leitor passante, não esperava por isso.  Mas eis a realidade!

Esse “ah” tão longo e angustiado é meu desabafo.

Quanto mais aprendo e mais me encanto, melhor percebo quanto estou longe de fotografar alguma coisa! Aprender mais está criando em mim essa consicência (odiosa!) da distância entre o que pode ser e o que é, de fato.

Eu sei que tudo na vida é assim, mas essa pessoa ingênua aqui, teve esperanças de que fosse ser “menos pior” com a tal da fotografia! Sabe-se Deus por quê!

O fato é que, como todo o resto na vida, teoria é uma coisa, prática é outra.

Meu “processo fotográfico” tem evoluído, é claro, com toda essa base teórica e cada vez mais prática, mas no momento, sinto que anda assim:

Penso, penso, penso. Fotografo. Descubro que fiz algo errado. Fotografo novamente. Vejo (pelo pequeno LCD) que o resultado não era bem o que eu queria. Volto a pensar, pensar e pensar. Fotografo de novo. Baixo a foto para o computador. Abro. É LIXO. DELETO.

Desesperador. Você pode até achar que é exagero meu. Mas só acha isso porque não viu meu trabalho de PB (Preto e Branco) da penúltima aula. Reforço: desesperador.

E você pode estar pensando também que estou sendo muito auto-crítica. Aí você acertou! Afinal, não é a cobrança dos professores que me fará crescer, é a minha própria cobrança.

De qualquer maneira, estou brava comigo por não conseguir algo descente ultimamente. E por isso esse post não tem foto. Só escrevo outro post quando conseguir algo ligeiramente próximo de uma fotografia!

Nada. Por Ana Paula Aletto!

Nota: Por favor, nada de comentários piedosos nesse post, poupem essa pobre fotógrafa medíocre de ter de respondê-los com falsas expressões de empolgação e esperança! Grata!