Dupla exposição!

Dupla exposição é tirar duas fotos no mesmo quadro ou, uma por cima da outra, por assim dizer. Mas o mais importante a dizer é que “experimentar” muitas fotos com esse recurso é para lá de divertido e os resultados sempre são, no mínimo, interessantes!

Pouquíssimos modelos de câmeras digitais dispõe desse recurso que pode ser feito via photoshop, no entanto… mas daí, qual é a graça né? Já se estiver disposto a “encarar” uma câmera analógica, existem muitos modelos baratinhos (como a minha La Sardina, por exemplo) com o recurso disponível e simples de usar! É pura diversão…

 

Me indica uma câmera profissional…

Nem lembro mais quantas vezes eu respondi: – Não, você não quer uma câmera profissional, acredite! 😀 E para poupar maior trabalho, resolvi escrever esse artigo onde resumi, a grosso modo, os principais tipos de câmeras para que quem quer escolher um novo modelo possa tomar uma boa decisão. E se mesmo depois da leitura ainda restarem dúvidas, é só escrever!

 

 

Não quero adentrar em marcas ou modelos específicos, apenas nos tipos de câmeras, mas uma observação sobre marcas é importante. As melhores câmeras são, de longe, as Nikons e Canons, em qualquer nível. Eu, particularmente, não gosto e nunca recomendo Sonys (nem para compactas, muito menos para maiores!). Uma marca alternativa que eu recomendo para compactas é a Cassio, baratinhas e muito boas, tenho uma que não sai da minha bolsa.

Dito isto, vamos dividir aqui as câmeras em dois grandes grupos: Point-and-Shoot e DSLR. Point-and-shoot, traduzindo literalmente, significa “aponte e dispare” e pertencem a essa grupo as compactas e compactas avançadas. Já as DSLRs (Digital Single-lens Reflex) ou Reflex são as câmeras que tem um sistema de reflexão de imagem com espelho, daí o Reflex, e lentes intercambiáveis. São as Semi e as Profissionais. Explicando um pouco melhor cada grupo:

 

COMPACTAS: são essas que quase todo mundo tem em casa e que fazem quase tudo sozinhas, sem que seja necessário se entender nada de fotografia, apenas dar uma boa lida no manual.

 

COMPACTAS AVANÇADAS: essas tem todas as funções automáticas das compactas e mais muitas opções manuais, além de qualidade extra na imagem muitas vezes. É o tipo de câmera recomendada para alguém que começa a entender melhor como uma câmera funciona e já se arrisca um pouco no modo manual, que já tem algumas noções a mais de fotografia e começa a ficar mais exigente. Essas câmeras tem lentes fixas (ou seja, não trocam) e geralmente vem com excelentes zoons ópticos (nunca usem zoom digital, passantes… NUN-CA!rsrs). Os preços são interessantes e bem acessíveis e os modelos bastante variados. Embora um pouco maiores que as compactas, essas são máquinas que ainda são fáceis de se levar por aí, ou carregar na bolsa!

 

SEMIPROFISSIONAIS: a partir daqui o custo começa a ficar um pouco mais alto! As Semi já são DSLRs e você começa a comprar a câmera por partes : corpo, lentes, flashs, quase tudo separado!  Também comece a considerar que a câmera já não é mais tão portável, pois elas começam a ficar grandes, pesadas e desajeitas, além das partes sobressalentes que você vai querer levar junto. No entanto, a qualidade de imagem já é muito superior e há a possibilidade de controle total das funções da câmera (abertura do diafragma, velocidade de obturação, sincronizão de flash, etc). Aqui também já se tem a opção de fotografar em RAW, ao invés de apenas JPG. Isso é uma vantagem bastante grande, mas para fazer uso desse recurso é necessário dominar o básico de algum software de manipulação de imagens, além de ter um computador que “aguente o tranco” desses softwares e que tenha espaço de sobra no HD, pois uma imagem em RAW chega a pesar 10 vezes mais que uma JPG facilmente.

 

PROFISSIONAIS: custam o preço de um carro usado, não tem praticamente nada de automático, a maioria dos modelos nem flash embutido tem, sendo necessário adquirir um flash dedicado além de serem realmente grandes e pesadas. Eu não recomendaria nunca para ninguém que não vá trabalhar com uma, preferencialmente dentro de um estúdio.

 

Apresentados os tipos de câmeras, minha dica é, para quem quer se iniciar nesse mundo mágico da fotografia, comece com uma compacta – pode ser aquela que você já tem em casa mesmo! – , leia o manual, domine-a e depois sim, migre para um compacta avançada e daí por diante. Também é importante pesquisar e ler a respeito das coisas mais básicas como: FOCO, Exposição, Composição, Balanço de Brancos, Flash, etc. Entendo um pouco mais do assunto se faz “horrores” com uma compacta mesmo… o segredo nunca está na câmera, o segredo é o fotógrafo: sua sensibilidade e olhar, sempre!

Os carrinhos e a profundidade de campo…

É, as fotos aqui da FotoLândia sempre pendem para esse lado lúdico, fantasioso e até sobrenatural algumas vezes né! E hoje vou aproveitar duas fotos bem lúdicas, que fiz para a banca de final de semestre do curso, para contar para os passantes sobre um efeito que se chama Profundidade de Campo.

Olhem as duas fotos abaixo, com enquadramentos quase idênticos, mas uma diferença crucial! Na primeira foto, tudo é nítido e na segunda, apenas o primeiro carrinho, amarelo, é totalmente nítido. O segundo, azul, começa a peder a foco, enquanto o terceiro, verdinho, é quase um borrãozinho!!!

Como fazer isso em casa? Três fatores influenciam a profundidade de campo em uma foto: distância focal, abertura do diafragma e distância. Não vou explicar os três conceitos mais profundamente aqui, pois são muito técnicos e, acredito eu, mataria os passantes de tédio. Então vamos direto para a prática!

Com uma máquina compacta, como a que você tem em casa, caro leitor, você não poderá controlar a abertura do difragma, que seria o elemento mais importante! Mas você ainda controla a distância focal (grosseiramente: seu zoom*) e a distância entre você e o objeto fotografado.

Quando quiser que as fotos tenham o efeito borrado da segunda foto dos carrinhos, você não deve usar o zoom de maneira alguma e deve se aproximar o máximo possível do objeto da foto. Não esqueça o mais importante: faça o foco corretamente pois é sua forma de explicar para a máquina qual a parte da foto que você quer nítida. Todas as máquinas digitais funcionam da mesma maneira: você aperta o botão do disparador até a metade, mirando no objeto e, geralmente, a máqina faz um “bipe” ou aparece algo verdinho (o que significa que ela conseguiu focar) daí sim você termina de apertar o disparador. Isso é básico e imprescindível para qualquer tipo de foto, tá!

Exemplo prático: eu mirei no carrinho amarelo, apertei o botão até a metade, tirei o carrinho do centro da foto sem soltar o botão (veja que ele não está centralizado, mas está perfeitamente em foco) e aí sim, terminei de apertar, ou seja, “disparei” a foto para valer.

Fácil, não? Quem tentar em casa e conseguir, manda a foto aqui para FotoLândia! 🙂

Carrinhos - Alta Profundidade de Campo

 

 

Carrinhos - Baixa Profundidade de Campo

 

 

* usem sempre e somente o zoom óptico tá pessoal, zoom digital desativem que só estraga as fotos!

Dica: clique nas fotos para vê-las ampliadas.

Dica 2: aprenda a focar antes de fotografar, leia o manual da sua câmera. 😀

 

 

Ligue o Flash!

Se você tem um câmera fotográfica compacta* e não é fotógrafo profissional e nem “entendido” no assunto, caro leitor, ligue o flash! E ligue já! Corra agora pegar sua máquina e descobrir como se faz isso que estou falando sérissimo. 😀

Na nossa enquete sobre quais assuntos interessavam mais aos passantes aqui da FotoLândia, o campeão foi o flash! Eu não achei que ele ganharia! Passei a pesquisar para escrever esse artigo então. Visitei diversos sites, consultei alguns livros e, depois de bastante leitura, percebi que a melhor dica que posso dar para vocês é essa: Ligue o Flash, caro leitor!

Existem, é claro, várias técnicas profissionais e interessntes para se usar o flash da melhor maneira, criar efeitos, rebater, etc, etc e etc. No entanto, para quem não é um usuário experiente e usa sua compacta  no dia-a-dia para registrar os momentos simples e especiais o FLASH DE PREENCHIMENTO (Fill flash) é o que nos interessa.

Vou dar um exemplo bem simples de um erro muito comum que vejo sempre nos orkuts e facebooks mundo virtual a fora! Veja só a foto abaixo:


Sem Flash, a luz da janela "engana" a câmera e deixa o motivo da foto "escuro"!

Nessa foto, da minha cachorrinha Amarula, o fato dela estar contra-luz (na janela) fez com que a foto ficasse “escura”  bem no ponto que nos interessa, ou seja, nela. As câmeras compactas, ou mesmo outros modelos quando selecionado o modo automático, fazem a medição da luz para poderem se “regular” (a própria câmera decide o tempo do obturador, a abertura do diafragama, o ISO, etc) e a luz forte do fundo, nesse caso, confunde a câmera que se ajusta a essa luz mais forte, fazendo com que o obejto da foto saia escuro.

A solução para o seu problema? Ligar o flash! Veja só agora:


Foto com Flash: o motivo da foto saiu nítido mesmo à contra-luz.

Esse truque pode ser usado também em outras ocasiões, como por exemplo, fotos feitas sob a luz do sol. Quando se tenta fazer um retrato de alguém sob o sol forte do meio-dia, por exemplo, as sombras no rosto das pessoas tendem a sair fortes e bem marcadas e são o que o fotógrafos chamam de “sombras duras”. Para criar um contraste, amenizar esse efeito e, consequentemente, suavizar as sombras, basta que você ligue o flash.

Claro, não dá pra esquecer que fotos feitas com flash devem manter alguma distância do objeto da foto, principalmente em casos de câmeras em que se tem pouco controle sobre a regulagem do flash, ou você terá o retrato de uma abdução (um grande clarão de luz! 😀 ) ao invés de um bom retrato! Dê uma certa distância do objeto da foto e use seu zoom óptico (nunca usem o digital, ok!).

E falando em retratos, ao fotografar pessoas, ligue o redutor de olhos vermelhos de sua câmera, pois é um recurso muito útil que atenua o problema quando não o resolve por completo. No mais, editores de fotos “free “e simples de usar terminam de solucionar o problema para você!


E para finalizar selecionei três fotos do acervo da National Geographic, lindíssimas, em que os fotógrafos se valeram do uso do flash! Aproveitem… e liguem seus flashs!


Por April Maciborka

 

Por Margaret Deaner

 

Por Gary Norbraten

* Câmera fotográfica compacta é uma dessas câmeras comuns que temos em casa.

Foco e Profundidade de Campo???

– Ah, que pena, ficou tremida… Já ouvi tanto esse comentário por ai… mas… será que tremeu mesmo ou estava desfocada?

Outra coisa que já ouvi várias vezes: – Você sabe fazer aquelas fotos com o “fundo borrado”??? 😉

Quer saber mais a respeito do assunto? Dá só uma olhada nesse artigo do fotógrafo André Américo: Fotografia Básica: Foco e Profundidade de Campo (DOF), pelo link:

 

Fotografia Básica: Foco e Profundidade de Campo (DOF)

 


Foto por André Américo (http://andreamerico.wordpress.com)

 

O poder de uma grande… angular!

É melhor eu não citar nomes por aqui mas um episódio do meu passeio ao parque das aves certamente vale um post… com ou sem o “nome do santo” que fez o milagre! 🙂

Eu estava bem feliz (e perdida) pelas trilhas do parque a caminhar e fotografar as aves lindas e coloridíssimas (vejam os primeiros posts desse blog no final do mês passado!), aprendendo a usar minha recém adquirida Nikon D-5000, quando escuto do meu colega de passeio:

– Sua câmera fotográfica não é de nada!

Se não foi exatamente isso que ele falou,  foi perto disso… só faltou o: “só come marmelada”!!!


Olhei para ele e respondi, defendendo minha querida e nova câmera:

– A fotógrafa não mesmo, mas nem vem falar da câmera (que é claro, não é nenhuma D3x, mas poxa, eu tinha acabado de comprar né!)… mas por que?
E ele aponta para uma “gringa” com uma câmera não identificada, com advinhem o quê acoplado…. advinhem, advinhem?! Uma teleobjetiva!

Ah…. você leitor está decepcionado, porque não entendeu a graça, certo? Seguem imagens, praticamente auto-explicativas:

Lente Grande Angular (que eu usava)

 

Tele Objetiva (acoplada a outra câmera!)

Bem, só pelas imagens, vocês já devem ter visto a diferença “física” entre uma teleobjetiva e uma grande angular (que era a que estava acoplada a minha câmera – no dia uma nikkor zoom de 18-55mm)… e o porquê do meu amigo, que como todo homem tem pelo menos um pouquinho daquele velho trauma do tamanho, achou que a máquina da “gringa” era muuuuuuito melhor que a minha!  🙂

Minha primeira reação: chorei de rir, né! E a segunda? Bem, foi explicar para ele quê, em fotografia pelo menos, tamanho não é documento!!! 😉

Essas lentes tem objetivos bem diferentes. Pegue a câmera compacta que você tem em casa, por exemplo. Sem usar seu zoom ótico (porque é claro que, você leitor esperto, não usa o digital, certo?!)  a maioria dessas câmeras tem lentes equivalente a 35 mm. Sem entrar em detalhes muito técnicos (e chaaaatos) a forma como nós enxergamos seria algo próximo dos 50-55 mm, então 35 mm, seria uma lente que “abre” a imagem mais do que nós vemos normalmente…

Ainda está confuso? Outra tentativa: sabe quando você quer fotografar dez pessoas, uma do lado da outra, em uma sala fechada, mas não consegue porque: não tem mais como andar para trás e a câmera sempre corta uma pessoa (ou mais) em cada ponta? É esse tipo de problema que você resolve usando uma grande-angular, com ela você fotografa os dez, sem deixar ninguém de fora! O preço: uma pequena deformação na imagem, que na maioria das câmeras, o próprio software corrige!

A teleobjetiva, faz exatamente o contrário, “fecha e aproxima” a imagem! Cada uma tem a sua utilidade.

Essa foto abaixo, por exemplo, do meu maridão no volante, eu fiz do banco do passageiro usando uma grande-angular (com o carro em movimento) e não seria possível fazê-la usando uma compacta dessas que temos em casa, pois eu não “pegaria” (enquadraria é o termo correto, tá!) do volante até o banco… façam a experiência qualquer hora e tentem… e me mandem os resultados que eu posto por aqui!

E lembrem-se: em fotografia, tamanho não é documento tá! 😉


Vei - Por Ana Paula