Foco e Profundidade de Campo???

– Ah, que pena, ficou tremida… Já ouvi tanto esse comentário por ai… mas… será que tremeu mesmo ou estava desfocada?

Outra coisa que já ouvi várias vezes: – Você sabe fazer aquelas fotos com o “fundo borrado”??? 😉

Quer saber mais a respeito do assunto? Dá só uma olhada nesse artigo do fotógrafo André Américo: Fotografia Básica: Foco e Profundidade de Campo (DOF), pelo link:

 

Fotografia Básica: Foco e Profundidade de Campo (DOF)

 


Foto por André Américo (http://andreamerico.wordpress.com)

 

O poder de uma grande… angular!

É melhor eu não citar nomes por aqui mas um episódio do meu passeio ao parque das aves certamente vale um post… com ou sem o “nome do santo” que fez o milagre! 🙂

Eu estava bem feliz (e perdida) pelas trilhas do parque a caminhar e fotografar as aves lindas e coloridíssimas (vejam os primeiros posts desse blog no final do mês passado!), aprendendo a usar minha recém adquirida Nikon D-5000, quando escuto do meu colega de passeio:

– Sua câmera fotográfica não é de nada!

Se não foi exatamente isso que ele falou,  foi perto disso… só faltou o: “só come marmelada”!!!


Olhei para ele e respondi, defendendo minha querida e nova câmera:

– A fotógrafa não mesmo, mas nem vem falar da câmera (que é claro, não é nenhuma D3x, mas poxa, eu tinha acabado de comprar né!)… mas por que?
E ele aponta para uma “gringa” com uma câmera não identificada, com advinhem o quê acoplado…. advinhem, advinhem?! Uma teleobjetiva!

Ah…. você leitor está decepcionado, porque não entendeu a graça, certo? Seguem imagens, praticamente auto-explicativas:

Lente Grande Angular (que eu usava)

 

Tele Objetiva (acoplada a outra câmera!)

Bem, só pelas imagens, vocês já devem ter visto a diferença “física” entre uma teleobjetiva e uma grande angular (que era a que estava acoplada a minha câmera – no dia uma nikkor zoom de 18-55mm)… e o porquê do meu amigo, que como todo homem tem pelo menos um pouquinho daquele velho trauma do tamanho, achou que a máquina da “gringa” era muuuuuuito melhor que a minha!  🙂

Minha primeira reação: chorei de rir, né! E a segunda? Bem, foi explicar para ele quê, em fotografia pelo menos, tamanho não é documento!!! 😉

Essas lentes tem objetivos bem diferentes. Pegue a câmera compacta que você tem em casa, por exemplo. Sem usar seu zoom ótico (porque é claro que, você leitor esperto, não usa o digital, certo?!)  a maioria dessas câmeras tem lentes equivalente a 35 mm. Sem entrar em detalhes muito técnicos (e chaaaatos) a forma como nós enxergamos seria algo próximo dos 50-55 mm, então 35 mm, seria uma lente que “abre” a imagem mais do que nós vemos normalmente…

Ainda está confuso? Outra tentativa: sabe quando você quer fotografar dez pessoas, uma do lado da outra, em uma sala fechada, mas não consegue porque: não tem mais como andar para trás e a câmera sempre corta uma pessoa (ou mais) em cada ponta? É esse tipo de problema que você resolve usando uma grande-angular, com ela você fotografa os dez, sem deixar ninguém de fora! O preço: uma pequena deformação na imagem, que na maioria das câmeras, o próprio software corrige!

A teleobjetiva, faz exatamente o contrário, “fecha e aproxima” a imagem! Cada uma tem a sua utilidade.

Essa foto abaixo, por exemplo, do meu maridão no volante, eu fiz do banco do passageiro usando uma grande-angular (com o carro em movimento) e não seria possível fazê-la usando uma compacta dessas que temos em casa, pois eu não “pegaria” (enquadraria é o termo correto, tá!) do volante até o banco… façam a experiência qualquer hora e tentem… e me mandem os resultados que eu posto por aqui!

E lembrem-se: em fotografia, tamanho não é documento tá! 😉


Vei - Por Ana Paula

Mais uma foto da “Tata”…

É, meu irmãozinho Pedro (sim, esse “marmanjão” da foto abaixo! hehe), ainda me chama de “Tata”… e não é que a Bruna aprendeu com ele… 🙂  (E ai deles se pararem com isso… já tá avisado! 😉 ) O gatinho que parece não estar gostando, nem dos beijos, nem dos flashs é o Zé… pobre vítima do Pê… e dos meus flashs, claro! hehe
Apresentações feitas, vamos a foto:

Eu pensei cá comigo: essa foto ficou muito boa… retrata bem eles e a família que formam… vou postar! Masssss antes… vou dar mais uma ajeitadinha no enquadramento, na luz, cores, etc, claro né! E quando fui recortar, quem disse que dava certo? Nenhum enquadramento ficava melhor que esse… parei para pensar na teoria…

… e pensei….

E descobri (não demorou tanto assim tá!) o porque desse enquadramento ser tão agradável!

Reza a lenda que quando se quer destacar algo (objeto) em uma foto, não se centraliza, se coloca esse objeto em um dos “terços”… funciona assim ó: você imagina a foto divida em três partes, tanto na horizontal, quanto na vertical, por duas linhas retas. Nos pontos onde essas linhas se tocam, você enquandra o objeto da foto. Isso torna a foto “confortável” de se ver…

Nessa foto, sem querer, tanto o Pê quanto a Bru, ficaram nesses pontos… por isso, por mais que eu cortasse, eu não ia conseguir algo melhor….

Família Feliz! - Por "Tata"

Agradecimentos especiais: ao Zé, por aguentar-nos! hahaha